PROPOSTA DE TRABALHO

PROPOSTA DE TRABALHO




1. ENSINO



A proposta visa a qualidade do ensino técnico, de graduação e de pós-graduação, e será trabalhada em todos os cenários de ensino, com o objetivo de se atingir e manter a excelência. Os indicadores de ensino devem ser continuamente observados e analisados e devem nortear a tomada de decisões.

Excelência: Estar entre os melhores cursos do país.


Como atingir a excelência: Propiciar condições de infraestrutura adequada, docentes e técnico-administrativos capacitados, buscar formas de integração com o mercado de trabalho, dentre outras ações.


Cenários de ensino: salas de aula, laboratórios, ambulatórios, UBS, UBS-Escola, salas de cirurgia, clínica multiprofissional, quadra esportiva, entre outros.


Indicadores de ensino: procura de alunos pelo vestibular, taxa de evasão, número de egressos, tempo para conclusão do curso, entre outros.



1.1. Ensino Técnico



1.1.1. Adotar medidas para que os cursos de ensino técnico e tecnológico atinjam o nível de excelência.

1.1.2. Desenvolver ações junto ao Ministério da Educação para atender a demanda de docentes dos cursos oferecidos pelo CEFORES.

1.1.3. Apoiar programas de incentivo à pesquisa e à extensão e estabelecer convênios visando à formação integrada do aluno.

1.1.4. Ampliar o número de cursos oferecidos e o número de alunos atendidos, a partir de análise das demandas local e regional.

1.1.5. Captar recursos para dotar o CEFORES de infraestrutura própria.



1.2. Ensino de Graduação



1.2.1. Implementar ações para que os cursos de graduação atinjam o nível de excelência.



1.2.2. Promover adaptações curriculares necessárias à formação de profissionais qualificados.

Adaptações advindas de anseios e necessidades dos discentes e/ou docentes ou alterações obrigatórias. As ações da gestão serão no sentido de facilitar e propiciar as mudanças, quando estas forem desejadas.


Estimular os alunos a uma atitude empreendedora em relação à própria educação, de trabalhar em equipe e serem capazes de construir o conhecimento para a solução de problemas.

1.2.3. Promover e apoiar políticas de ensino voltadas para a atenção primária à saúde.

Inclusão e consolidação desta área do conhecimento nos cursos de graduação na forma de Medicina de Família e Comunidade (MFC).


A atenção primária pode ser desenvolvida nas diversas áreas de saúde.


Características: visão sistêmica, assistência à pessoa e não à doença, reorientação dos sistemas de saúde para a saúde para todos.



1.2.4. Promover e apoiar ações voltadas para a formação de profissionais que irão atuar no ensino fundamental e médio.

Necessidade de valorização da educação básica e da profissão de professor, atender a demanda de infraestrutura, acervo, oferta de disciplinas optativas para favorecer a formação integrada.

1.2.5. Atender demandas específicas dos cursos de graduação.

1.2.6. Desenvolver ações para solucionar problemas decorrentes da falta de infraestrutura necessária à realização de atividades regulares de graduação.

Como transporte gratuito para alunos dos cursos que necessitam desenvolver suas atividades didáticas em locais fora da Instituição.

1.2.7. Estimular o intercâmbio estudantil.

Através de convênios nacionais e internacionais, ampla divulgação.

1.2.8. Realizar diagnóstico e implementar estratégias para reduzir a evasão escolar.

Através de alojamento para os discentes, implementação do Restaurante universitário, concessão de bolsa-trabalho, auxílio-alimentação, auxílio-moradia, vale-transporte, entre outros.


Agilizar a concessão desses auxílios.

1.2.9. Analisar formas de utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).





1.3. Ensino de Pós-Graduação



1.3.1. Ampliar a divulgação dos programas de pós-graduação da UFTM.

Através de simpósios podendo envolver outras universidades da região, da apresentação dos programas de forma detalhada, incentivando a procura pelos alunos.

1.3.2. Fomentar a integração entre graduação e pós-graduação.

Através de bolsas de iniciação científica, estratificação da distribuição de bolsas, cursos de verão/inverno para alunos de graduação organizados pelos alunos de pós-graduação, dentre outras ações.

1.3.3. Expandir a cooperação intra e interinstitucional.

Através de auxílios para a participação docente, discente e de técnico-administrativos em eventos, fomentar projetos temáticos, redes de pesquisa, núcleos científicos, intercâmbios.

1.3.4. Incentivar a criação de programas de pós-graduação, em todas as suas modalidades, visando atender as novas áreas de competência da UFTM.

Após levantamento de demandas. De acordo com as diretrizes nacionais, “diante de assimetrias, é necessária a indução de programas para reduzir diferenças regionais, intra-regionais e entre estados, bem como estabelecer programas estratégicos buscando sua integração com políticas públicas de médio e longo prazo”.

Programas multiprofissionais.

Mestrado profissionalizante: qualificação para o mercado de trabalho.



2. PESQUISA



2.1. Definir políticas para a pesquisa na UFTM em consonância com as diretrizes nacionais.

2.2. Fomentar o aumento e a qualidade da produção científica.

Os programas de pós-graduação são avaliados pelo número de artigos publicados e de acordo com o QUALIS da CAPES.


Garantir a contrapartida institucional: infraestrutura física, manutenção de equipamentos, capacitação e incentivo do técnico-administrativo para as atividades de pesquisa.

2.3. Incentivar a captação de recursos para fomento à pesquisa e garantir a contrapartida institucional.

2.4. Incentivar e apoiar novas linhas de pesquisa.

De acordo com as novas áreas de competência.

2.5. Estimular pesquisas ligadas às ciências ambientais.

2.6. Tomar medidas para agilizar o funcionamento do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UFTM frente à atual demanda.

Discutir a possibilidade da criação de mais comitês ou aumentar o número de reuniões.

2.7. Tomar medidas para assegurar o pleno funcionamento das Comissões: de Ética em Pesquisa no Uso de Animais (CEUA) e de Biossegurança da UFTM frente à atual demanda.

Contratação de profissionais (veterinários, biólogos, zootecnistas), treinamento de técnicos em bioterismo.

2.8. Consolidar o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-UFTM).

É vinculado à Rede Mineira de Propriedade Intelectual, que congrega 27 instituições (entre Universidades e Institutos de pesquisa) em Minas Gerais.


Apoiar ações para inovação tecnológica, estimular a proteção das criações.


O que é passível de proteção intelectual: SAÚDE: kits diagnósticos, equipamentos, medicamentos, próteses. HUMANAS: direitos autorais. EXATAS: materiais, máquinas, softwares. C.BIOLÓGICAS: proteínas recombinantes, microorganismos geneticamente modificados.


A Universidade se torna parceira da sociedade: credibilidade, financiamento para pesquisa.



3. EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, CULTURA, LAZER E DESPORTO



3.1. Definir políticas para a extensão na UFTM em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Extensão Universitária.

Capazes de gera impacto e transformação, interação dialógica, interdisciplinaridade, indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão.

3.2. Estabelecer, fortalecer e ampliar as ações de extensão em todas as áreas e linhas temáticas, considerando as demandas locais e regionais.

Através das demandas é possível estabelecer linhas prioritárias de ações de extensão.


Fomentar a ampliação do cursinho popular.

3.3. Estimular e sistematizar a produção de publicações e produtos acadêmicos decorrentes das ações de extensão.

Para difusão e divulgação científica, cultural ou tecnológica.

3.4. Incentivar e ampliar a cooperação intra e interinstitucional, na busca da interdisciplinaridade.

Através de seminários temáticos para a construção de parcerias.

3.5. Incentivar a captação de recursos para fomento à extensão e garantir a contrapartida institucional.

Fortalecer a formação de recursos humanos capacitados para a elaboração de propostas de extensão.


Criar o observatório de captação de recursos: identificação de editais, agendas, linhas de fomento públicas e privadas.

3.6. Fomentar as diversas manifestações artísticas e culturais no âmbito da Universidade.

Criação de grupos de teatro, dança, música, fotografia, literatura, entre outros. Apoiar eventos para apresentar os resultados das ações de formação cultural.

3.7. Estabelecer parcerias que permitam atender a demanda de cultura, esporte e lazer dos integrantes da comunidade universitária.

Feira de livros novos e usados, com editoras convidadas, aberta à comunidade, com valores menores que o de mercado. Parcerias com entidades para promoção de eventos de artes, esportes.

3.8. Incentivar e apoiar as diversas modalidades esportivas organizadas ou praticadas pelos integrantes da comunidade universitária.

Patrocínio de atletas, parcerias com o setor privado, parcerias com instituições municipais e outras.



4. ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL



A assistência estudantil, em todos os seus aspectos, é fundamental para garantir o acesso e a permanência do aluno na Universidade, como direito e espaço prático de cidadania.



4.1. Definir políticas para a assistência estudantil na UFTM.

Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis: discussões permanentes, para apontar problemas e propor soluções.

Moradia estudantil, Assistência médica e odontológica, Viabilizar adequações das rotas de transporte coletivo, Salas de informática pró-aluno.

4.2. Fomentar a assistência estudantil, através de ações inclusivas e participativas.

Bolsa-trabalho, bolsa-permanência, bolsa-monitoria, auxílio-moradia, auxílio-alimentação, vale-transporte.

4.3. Dinamizar a concessão de auxílios que atendam as necessidades estudantis.

Processo de seleção deve ser rápido, aperfeiçoamento nos métodos de seleção.



5. GESTÃO ADMINISTRATIVA



É nosso compromisso desenvolver ações contínuas junto às esferas competentes para aumentar a captação de recursos, em busca do desenvolvimento da Instituição.



5.1. Respeitar e valorizar as discussões com as categorias discente, técnico-administrativo e docente.

5.2. Discutir com a comunidade universitária a proposta orçamentária da UFTM.

5.3. Dar transparência à execução orçamentária.

5.4. Dar transparência à captação e aplicação de outras fontes de recursos.

5.5. Analisar e discutir a estrutura organizacional da Instituição e, se necessário, promover readequações.

5.6. Discutir e implementar política de informatização na UFTM.

5.7. Redimensionar o funcionamento da Biblioteca.

5.8. Discutir e implantar políticas de aquisição e manutenção dos equipamentos da Universidade.

5.9. Desenvolver ações junto ao poder público municipal com o objetivo de solucionar problemas relativos ao transporte coletivo e à segurança da comunidade universitária, dos prestadores de serviço e dos usuários da UFTM.

Ampliação do horário e da frequência do transporte coletivo, adequação de roteiros, melhoria da iluminação, possibilidade de ronda policial.

5.10. Apoiar e promover ações de sustentabilidade para este novo ciclo de crescimento e desenvolvimento da UFTM.

Desenvolver projetos interdisciplinares que possam gerar soluções aplicáveis na Universidade e extensíveis à sociedade.


Promover ações para preservação do meio ambiente.

5.11. Dar transparência a ações administrativas e jurídicas decorrentes de questões que afetem a comunidade universitária.





6. COMPLEXO DE ATENÇÃO À SAÚDE



O Complexo de Atenção à Saúde é referência regional e atua de forma fundamental na sustentabilidade da Universidade: ensino, pesquisa e extensão. Nosso compromisso com a Atenção à Saúde fundamenta-se na Política Nacional de Humanização, respeitando os princípios do SUS de equidade, universalidade e integralidade. Desta forma, propomos a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores, ao promover a autonomia, a co-responsabilidade e a gestão participativa.



6.1. Definir o papel e as atribuições dos gestores.

6.2. Dar autonomia aos gestores na sua área de competência, respeitando e apoiando suas deliberações.

6.3. Dar autonomia ao gestor do Complexo Hospitalar quanto aos recursos financeiros e administrativos.

6.4. Otimizar a capacidade instalada: recursos humanos e infraestrutura.

6.5. Alocar servidores especializados em áreas estratégicas.

6.6. Discutir e definir critérios para concessão de plantões.

Acompanhar o trabalho da Comissão de Verificação: deve ser eleita pelos pares e renovada.

6.7. Discutir e aperfeiçoar o modelo e o fluxo de prontuário dos pacientes assistidos no Complexo Hospitalar.

6.8. Implantar ações para o atendimento humanizado multiprofissional no Complexo Hospitalar.

6.9. Fortalecer os Grupos de Trabalho de Humanização já existentes no Complexo Hospitalar.

6.10. Institucionalizar a Política Nacional de Humanização no Complexo Hospitalar.

6.11. Promover a gestão participativa através do diálogo entre os profissionais, e entre os profissionais e a administração.

6.12. Discutir e adotar medidas para a resolução de problemas decorrentes da saturação crônica da capacidade de atendimento do Hospital de Clínicas e de outros setores do Complexo Hospitalar.

6.13. Discutir a viabilidade do funcionamento da Clinica Civil.



7. GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS



É nosso compromisso valorizar os recursos humanos e promover a melhoria das condições de trabalho.



7.1. Promover políticas efetivas para os servidores técnico-administrativos através do desenvolvimento de competências no seu campo de atuação, inclusive para a formação de gestores, atualização técnica e treinamentos específicos, assegurando melhorias e resolução de problemas.

Verificar as carências, através de levantamento real, e propor cursos nessas áreas, inclusive de Mestrado profissionalizante, atendendo a necessidade levantada.

O servidor que foi capacitado deve trazer o retorno para seu setor: compromisso pós-treinamento na implantação de ações/medidas.

7.2. Promover política de recursos humanos, para todos os servidores, que respeite as peculiaridades de cada área.

Capacitação continuada, Melhoria das condições de trabalho, Promoção da saúde física e mental do trabalhador, Acesso à cultura, esporte e lazer, Pronto-atendimento, Avaliação da concessão de insalubridade.

7.3. Desenvolver ações junto ao Ministério da Educação para atender a demanda de recursos humanos.





8. DEMOCRACIA INTERNA



A comunidade universitária deve participar ativamente na construção da democracia interna ao longo de toda a gestão, e não apenas em momentos específicos, através do diálogo constante.





8.1. Promover gestão participativa.

8.2. Discutir questões pontuais de forma ampla com os setores competentes.

Avaliar o resultado de medidas tomadas.

8.3. Dar transparência às deliberações dos Conselhos Superiores.

8.4. Garantir a autonomia dos departamentos e dos institutos acadêmicos na sua área de competência.

8.5. Promover ampla discussão dos seguintes temas:

 Ensino à distância

 Políticas de inclusão social

 Papel das Fundações apensas

 Relacionamento público-privado

 Restaurante Universitário

 Campus Universitário na Univerdecidade



9. INFRAESTRUTURA FÍSICA



É nosso compromisso desenvolver ações para a resolução da infraestrutura deficitária e melhorar a existente.



9.1. Buscar recursos para atender os pontos críticos da infraestrutura física.

9.2. Ampliar os laboratórios de ensino para atender a crescente demanda dos cursos de graduação.

9.3. Recuperar instalações, modernizar laboratórios e salas de aula.

9.4. Aumentar e atualizar o acervo (livros, periódicos e material áudiovisual) da biblioteca, para atendimento de todos os cursos.

9.5. Implantar o funcionamento do Restaurante Universitário.

9.6. Desenvolver ações para solucionar a demanda por instalações para as práticas de ensino dos alunos do curso de Educação Física.

9.7. Viabilizar a infraestrutura para atender a demanda artística e cultural.

9.8. Garantir a acessibilidade a todos os ambientes e atividades da Universidade.

9.9. Readequar o Biotério Central, espaço físico e equipamentos, após ampla discussão.

Infraestrutura setorial.

Viabilizar os biotérios experimentais.

9.10. Promover ações para a instalação de novos campi, atendendo ao objetivo de interiorização do ensino superior público.